A anorexia é algo produzido, fabricado pela mídia. O papel da indústria da moda, que perpetua e fixa as imagens de modelos cadavéricas como padrão de beleza, é particularmente irresponsável. As revistas Vogue e Bazaar empregam, geralmente, um seleto grupo de modelos. Essas moças são MUITO mais altas e MUITO mais magras do que o padrão considerado normal. Elas são tão magras que as estruturas ósseas de seus corpos são macabramente visíveis sob suas pálidas e brancas peles.
A glamorização do corpo magro e a demonização do corpo “cheio” é assunto onipresente em quase todas as revistas de moda. As imagens conseguem transmitir muito mais do que palavras. Facilmente, nossos olhos aprendem a distinguir o que é bonito do que é “feio”. Mas não são apenas as imagens, há os artigos que advogam estratégias absurdas para se conquistar um homem, que discutem as dietas e exercícios da moda, além dos depoimentos de mulheres que perderam peso (e agora são, magicamente, felizes). Fora os ensaios ”científicos” (de médicos, psicólogos, terapeutas, etc.) com ultra-mega dicas de “saúde”. A linguagem destes textos é fácil, sedutora, e tudo é naturalmente assimilado.
Autor desconhecido
Postagem: Letícia Celso

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