sexta-feira, 29 de julho de 2011

Arte contemporânea X Publicidade

  
Se tratando de arte, qualquer objeto ou forma se encaixa nesse contexto. Não é feita para vender ou servir de agrado às íris de mais variadas cores. Sua principal função é ter uma intenção que cause impacto a quem observe, possuindo beleza ou não, sendo agradável ou a forma mais crua de repulsa.
O corpo nada mais é do que um molde na mão de uma artista que sabe como representá-lo de forma que mexa com os sentidos de quem assiste. Na arte contemporânea não existe restrição de formas ou cores e é abolida a censura.
Usando exemplos como Orlan e Nazareth Pacheco,temos variações de linguagens corporais forçando nossa mente a querer descobrir a história por trás das diferentes maneiras de ver e representar o corpo, a questionar se o show de bizarrices tem sentido, e descobrir que há.
Estamos cercados de revistas, programas televisivos e tantas outras maneiras publicitárias de nos mostrarem um corpo livre de imperfeições, que não nos diz nada, mas aguça nossa vontade de correr atrás de beleza, do ideal de beleza.
A arte de certa forma busca mostrar que a graça está nas diferenças, na maneira única de existir, enquanto a publicidade tende ao contrário; e talvez seja por isso que a forma que as duas vêem o corpo, jamais será igual. 


-Orlan
e sua forma de representar o corpo...




-Nazareth Pacheco
e seus objetos cortantes formando a arte que diz respeito a assuntos como cirurgias plásticas...





Texto e postagem por: Jaqueline Buss


Um comentário:

  1. Perfeito o texto e as imagens! Parabéns! E obrigado por incluir a arte no blogger.

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