Que atire a primeira pedra quem nunca cobiçou o porte físico alheio. A cobrança por um corpo dito perfeito se acentua a cada desfile de moda, a cada passo na esteira da academia, a cada calça número 36 que não passa da coxa, e a cada parcela de auto-estima arrancada.
Ter um corpo estrutural é desejo de 11 entre 10 pessoas, seja homem ou mulher, adulto, adolescente ou assustadoramente, criança. De certa forma é saudável ter um corpo com tudo no lugar, que ocorre com o auxílio de atividades físicas regulares e uma alimentação balanceada, mas chegar aos próprios extremos para conquistá-lo pode ser um erro fatal.
A cirurgia plástica se popularizou ao ponto de hoje ser um tanto quanto comum entre pessoas capazes de pagar por este serviço; A parte bizarra da história são crianças aderindo a este recurso, uma extrema falta de bom senso dos pais, já que o corpo em desenvolvimento certamente sofre deformações mais tarde.
Saindo a frente do auxilio do bisturi, a campeã presente em qualquer idade e classe social: escova de dente. Os temas em relação à bulimia e outros distúrbios alimentares, geralmente abordados em novelas, infelizmente são reais, e muito. Enxergar o combustível do corpo humano como o arqui-inimigo das formas perfeitas, parando completamente seu consumo, leva pessoas à óbito e à hospitais constantemente.
Obviamente exercício físico é o melhor amigo da saúde, mas apenas quando praticado na medida certa. Cinco horas diárias na academia com uma pitada de anabolizantes é a receita certa para transformar seu coração em uma bomba relógio.
De que vale um corpo nos padrões sem saúde e sem disposição para viver? Nada, absolutamente nada é mais importante do que a vida, seja em um jeans 36 ou 48. Enquanto a aparência falar mais alto do que o caráter, a guerra entre pessoas e elas mesmas não vai ter fim.
Texto e postagem por: Jaqueline Buss

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